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Tragicomédia do Pastor Albertino em 60 minutos sem intervalo

cartaz Trailaro
cartaz Trailaro

Indo à boleia do conto construído por Carlos Cabral a partir de uma notícia de imprensa, construímos nós este espetáculo sobre a vida de aldeia. E assim teatralizamos esta notícia em que numa aldeia de Portugal, um pastor declara ter comprado uma rapariga pela quantia de dois mil e quinhentos euros, mais quinze cabras e cabritos a escolher entre os animais do seu rebanho.

Mas uma vez que a rapariga se recusa a acompanha-lo, o pastor acabou por deslocar‑se à casa onde ela vivia com a mãe e com um companheiro, para exigir a concretização do negócio.

Para o que desse e viesse! O pastor empunhava uma caçadeira e fazia-se acompanhar de um burro que transportaria a moça até a aldeia dele.

Perante isto, a rapariga decidiu chamar a Guarda Nacional Republicana que deteve o pastor e o apresentou a tribunal.

Durante a audiência e devido ao facto de ter ingerido uma grande quantidade de comprimidos, o homem desfaleceu e foi transportado ao hospital.

Cada um dos intervenientes conta a história à sua maneira, pelo que é impossível determinar quem vendeu quem, e a quem, quem mente e quem fala verdade. A narrativa dos cinco intervenientes, talvez ajude a entender o que se passou. O pastor Albertino comprou de facto a rapariga ao amigo? O companheiro da rapariga conhecedor da transação autorizou? A rapariga saberia do negócio e serviu de isco para partilhar do dinheiro e animais? Ou o Pastor é tonto e inventou tudo?